domingo, 19 de mayo de 2013

I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DE ENFERMAGEM



29, 30 Y 31 DE MAIO 2013-05-19

ESCOLA SUPERIOR DE ENFERMAGEM DE LISBOA. PORTUGAL

Toda a informaçâo disponivel em (Toda la información disponible en):

FOTO 001 Programa
SESSÃO DE POSTERS
Dia 30 de Maio de 2013
08:00-09:00 Horas – All do Anfiteatro
Moderador: João Fernandes

Título
Autores
1 - História da Enfermagem. Memórias e Imagens de um passado recente
Rua. M.; Silva, M.; Morais, P.; Freitas, C.

2 - História de enfermagem: Os manuais de formação.
Rua, M.; Silva, M.; Morais, P.; Freitas, C.

3 - “Calor Humano”: origem e perpetuação desse valor em uma instituição hospitalar modelo-referência do município de São Paulo, Brasil
Santos, A. E.; Sanna, M. C.


4 - Transporte de feridos na Viatura Sanitária: Cuidados prestados pelo Enfermeiro Militar durante a Grande Guerra

Curado, M. A. S.; Ferreira, J. E.


SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 30 de Maio de 2013 - Anfiteatro
08:00-09:00 Horas
Moderador: Marília Viterbo de Freitas

Título
Autores

32 - O saber-fazer das Enfermeiras Docentes e Assistenciais no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina - BRASIL (1980-1990)
Carvalho, J. B.;  Borenstein, M. S.
19 - A valorização da enfermagem feminina em Portugal no início do século XX
Pires, A. P. B.
41 - A enfermagem perante o progresso da medicina moderna (1946-1974)
Portela, R. B.; Mota, F.



SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 30 de Maio de 2013 - Anfiteatro
16:30-18:30 Horas – Mesa 1
Moderador: Fernando Porto

Título
Autores
11 - História Oral: em busca de uma ferramenta para a investigação histórica em Enfermagem
Costa, L. M. C.;  Santos, T. C. F.; Trezza, M. C. S. F.; Leite, J. L.;  Santos, R. M
34 - A figura do Enfermeiro como Enfermeiro Mor: Regulamentos dos Hospitais Militares do século XVIII e XIX
Ferreira, J. E.
36 - A Comissão de Enfermagem da Cruzada das Mulheres Portuguesas
Curado, M. A. S.; Ferreira, J. E
38 - A Enfermagem no Hospital Militar de Hendaye
Ferreira, J. E.; Curado, M. A. S.
Dia 30 de Maio de 2013 - Anfiteatro
16:30-18:30 Horas – Mesa 2
Moderador: Jorge Ferreira

Título
Autores
26 - Museu Nacional de Enfermagem Anna Nery: marco para a profissão no Brasil           
Lemos, M. J.; Silva, G. T. R.
33 - A Evolução do Exercício Profissional de Enfermagem de 1940 A 2000 - Análise numa perspetiva histórica
Machado, N.
5 - A evolução dos Cuidados de Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiátrica – a realidade da Casa de Saúde do Telhal
Câmara, P. M. F.


SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 30 de Maio de 2013 – Sala 1.06
16:30-18:30 Horas – Mesa 1
Moderador: Óscar Ferreira

Título
Autores
6 -  A representação social de ser enfermeiro e professor: percursos e mudanças na profissão de professor de enfermagem
Mestrinho, M. G.
28 - Especialização técnica em enfermagem: experiências inovadoras da ETSUS BLUMENAU para a qualificação de profissionais do SUS
Danielski, K.; Souza, D. M
24 - Historiografia do preparo pedagógico para a docência da enfermagem brasileira
Souza, D. M.; Backes, V. M. S.
21 - Contando história da enfermagem de forma criativa: teatro, romance, cordel e exposição fotográfica
Silva, O.
Dia 30 de Maio de 2013 – Sala 1.06
Mesa 2
Moderador: Isabel Soares
Título
Autores
29 - Currículo de Graduação em Enfermagem: Relação com a história da saúde coletiva e políticas públicas no brasil
Danielski, K.
27 - Desafios da investigação da história da enfermagem: da sua visibilidade no ensino
Nunes, L.; Gato, A. P.
7 - As exigências de investigação em enfermagem e a emergência do projeto: Formação e desenvolvimento profissional dos enfermeiros – contributos para os ganhos em saúde  
Mestrinho, M. G.; Pires, A. P. M.



SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 31 de Maio de 2013 - Anfiteatro
08:00-10:00 Horas – Mesa 1
Moderador: Isabel Ferraz
Título
Autores
42 - A Casa dos Pescadores e a Enfermagem Comunitária: Controlar e Cuidar
Rodrigues, A. P. G.
4 - O Curso de Visitadoras Sanitárias em Portugal 1929-1952
Garcia, E.; Amendoeira, J.
40 - Educar e ‘vigiar’ a população: uma nota histórica sobre discursos, práticas de enfermeiras e visitadoras sanitárias no Centro de Saúde de Lisboa (1940).
Quintela, M.M.; Garcia, E.
31 - A segurança do doente no século XVIII: preocupações na formação e na prática de cuidados.
Baixinho, C.; Pereira, I.; Rafael, H.
Dia 31 de Maio de 2013 - Anfiteatro
Mesa 2
Moderador: Mª Teresa Leal
Título
Autores
43 - Caracterização de Teses e Dissertações sobre a História da Formação de Enfermeiras no Brasil
Bessa, E
30 - O perfil do conhecimento produzido em História da Enfermagem nas Dissertações de Mestrado no Brasil (2001)
Risi, L. R.; Porto, F.
3 - Historiando a Enfermagem: Um olhar sobre a imprensa escrita da Madeira"
Câmara, P. M. F.

SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 31 de Maio de 2013 – Sala 1.06
08:00-10:00 Horas – Mesa 1
Moderador: Maria Alice Curado
Título
Autores
12 - Antecedentes da formação em enfermagem no Porto (1855-1883)
Silva, H.; Vieira, F.
39 - Escola Técnica do Sus Blumenau: Importância e necessidade do Pedagogo na qualificação e formação de Profissionais Técnicos em Enfermagem do Sus
Cunha, I. C.; Danielski, K.
37 - O Património Documental da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa: Fundo Escola de Enfermagem de Artur Ravara
Vasconcelos, L. F.
18 - Escola técnica de saúde do Sus Blumenau: contribuições à qualificação e formação de profissionais da enfermagem brasileira
Souza, D. M.; Danielski, K.
Dia 31 de Maio de 2013 – Sala 1. 06
Mesa 2
Moderador: Leandra Vasconcelos
Título
Autores
35 - A arte de partejar: Uma parteira portuguesa no século XIX e uma no século XX
Freitas, M. P. V.
25 - As influências históricas para a criação da associação brasileira de obstetrizes e enfermeiros obstetras – ABENFO (1989-2002).
Mouta, R. J. O.; Progianti, J. M.
20 - Histórias da enfermagem no universo de cordel: um projeto literário de registro e memória para divulgar a profissão com incentivo governamental
Silva, O.




SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 31 de Maio de 2013 - Anfiteatro
16:30-18:30 Horas – Mesa 1
Moderador: Cristina Baixinho
Título
Autores
17 - Enfermagem religiosa no Portugal do século XX (1901-1950): detratores e apologistas, dois extremos em confronto.
Ferreira, O.
10 - Tecitura da identidade profissional das primeiras enfermeiras formadas em alagoas – 1973/1977
Costa, L. M. C.;  Santos, T. C. F.; Trezza, M. C. S. F.; Leite, J. L.;  Santos, R. M
1 - A Evolução da Enfermagem Portuguesa para o Século XXI: Cenários e Contextos
Morais, E.; Amendoeira, J.
Dia 31 de Maio de 2013 - Anfiteatro
Mesa 2
Moderador: Helga Rafael
Título
Autores
9 - O ensino da História da Enfermagem em cursos de Enfermagem: estudo comparado com o padrão de formação de enfermeiras – 1950/1955
Santos, R. M.; Santos, T. C. F.;
13 - Hospital de pediatria da UFRN: a enfermagem na construção da história institucional (1961 – 2000).
Oliveira, S. S. S.; Timoteo, R. P. S.
2 - A luta das primeiras enfermeiras formadas em alagoas pela inserção no campo da saúde – 1977/1979
Santos R. M.; Macedo, A.C.; Santos, T C. F.; Costa, L. M. C.; Silva, N.A. R.

SESSÃO DE COMUNICAÇÕES LIVRES
Dia 31 de Maio de 2013 – Sala 1. 06
16:30-18:30 Horas – Mesa 1
Moderador: Maria Manuel Quintela
Título
Autores
16 - Assistência – Cuidar o enfermo na Idade Média
Pinto, A. M. S.
14 - Enfermeiros e auxiliares portugueses assalariados em S. Jorge da Mina”
Queirós, P. J. P.
8 - A luta pela organização civil da enfermagem alagoana: a criação da associação brasileira de enfermagem seção alagoas
Silva, N. A. R.; Santos, R. M.; Costa, L. M. C.;  Macedo, A. C.

FOTO 002 Programa

Manuel Solórzano Sánchez
Enfermero Hospital Universitario Donostia de San Sebastián. Osakidetza /SVS
M. Red Iberoamericana de Historia de la Enfermería
Miembro no numerario de La RSBAP


lunes, 13 de mayo de 2013

LAS ÓRDENES SEGLARES DE ENFERMERÍA



Al tiempo que se desarrollaban las órdenes militares y religiosas, aparecieron grupos de trabajadores que se unieron para formar órdenes semireligiosas. Estas órdenes no seguían los votos de la vida monástica, y a menudo se las ha descrito como “Órdenes Seglares de Enfermería”.

Hicieron grandes contribuciones a la enfermería y sirvieron a los enfermos, los pobres, los abandonados y los huérfanos en sus propias comunidades. En ocasiones también ejercieron la enfermería hospitalaria.

FOTO 001 Les Béguines de la ville de Goes, Hollande, à l'office de Cecil Jay

LAS BEGUINAS
El origen del movimiento Beguino es incierto, y la etimología del nombre permanece confusa. Se suele atribuir a un sacerdote de Lieja, Lambert le Bègue, quien promovió la instauración de “mulieres sanctae” en torno a su iglesia, entre las que había hijas de barones, de caballeros y de nobles, en lo que ha dado en llamarse el primer beguinaje. Estas mulieres sanctae eran particulares que se identificaban con un monasterio mediante la donación de parte de su patrimonio, si eran ricas o el servicio voluntario si eran pobres. No tomaban votos y vivían en sus propios hogares. Al pasar el tiempo estas mujeres empezaron a vivir en comunidad, realizando los votos de castidad y obediencia durante el tiempo que vivían juntas, pero no renunciaban a los derechos de propiedad ni a sus posesiones.

Eran libres de casarse y abandonar la comunidad en cualquier momento. Las Beguinas de Flandes constituyeron una de las órdenes seglares de enfermería más prominentes. Posteriormente muchas de estas comunidades se hicieron Terciarias de San Francisco o de Santo Domingo.

Su organización era extremadamente simple. Se reunían de dos a cuatro mujeres que vivían en pequeñas casas construidas en un recinto cerrado y agrupadas alrededor de una iglesia u hospital. Estos beguinajes eran de una simplicidad pintoresca. Los de Brujas (1184) y Gante (1234), en Bélgica son los más conocidos. Cada comunidad era autosuficiente y fijaba sus propias reglas, que debían ser aprobadas por el obispo de la diócesis. Su objetivo original era de carácter religioso; se esforzaban por alcanzar la perfección, la reforma de la Iglesia y la salvación de las almas. Había miembros ricos y pobres, nobles y humildes, y su trabajo variaba de unos a otros. Su atuendo dependía de la localización geográfica de la comunidad.

FOTO 002 LVDS, Beguinas, Monasterio St Elisabeth, postal de Bélgica 1913

Las Beguinas se mantenían a sí mismas enseñando, hilando y realizando otras labores de artesanía, aparte de cuidar a los enfermos en los hospitales. Iniciaron un servicio de enfermería domiciliaria y fijaron una cuota si la familia tenía dinero. El trabajo hospitalario se convirtió en uno de sus intereses primordiales, lo que dio lugar a la creación de sus propios hospitales, donde ejercían la enfermería. Uno de los más famosos fue el Hôtel Dieu de Beaune, Francia fundado en 1443. Estos hospitales contaban también con la colaboración de las Hermanas de Matilde, una orden establecida por las Beguinas para ese objetivo exclusivo. Durante las guerras, las épocas de hambre y las epidemias, sus miembros de la orden convertían sus casas en hospitales y también trabajaban como enfermeras en los campos de batalla.

Las Beguinas siempre fueron muy populares entre la población, pero sufrieron persecución por parte de las autoridades eclesiásticas, que vieron que perdían poder. Los clérigos no podían tolerar su independencia ni sus notorias innovaciones en la vida comunitaria. Fueron acusadas de herejía, y en 1215 el Papa prohibió la creación de nuevos grupos. A pesar de la prohibición, florecieron y se extendieron por toda Europa. Se estima que sus miembros llegaron a ser 200.000.

Hasta este año 2013 que ha fallecido la última beguina, se han mantenido durante todos estos siglos.
Según una fuente constituyeron …
una comunidad de mujeres de interés histórico sin par. La libertad e independencia de su original forma de existencia, su carácter autosuficiente, su dignidad irreprochable y la discreción, sencillez y utilidad de sus vidas siguen inalterables. Han atravesado vicisitudes y trances, pero siempre con seguridad. (Nutting y Dock, 1937; página: 271). Historia de la Enfermería. M. Patricia Donahue.

LAS BEGUINAS
Las beguinas eran una asociación de mujeres cristianas, contemplativas y activas, que dedicaron su vida, tanto a la defensa de los desamparados, enfermos, mujeres, niños y ancianos, como a una brillante labor intelectual. Organizaban la ayuda a los pobres y a los enfermos en los hospitales, o a los leprosos. Trabajaban para mantenerse y eran libres de dejar la asociación en cualquier momento para casarse. (Wikipedia).

El movimiento de las beguinas seduce porque propone a las mujeres existir sin ser ni esposa, ni monja, libre de toda dominación masculina

Cómo se organizaban
No había casa-madre, como así tampoco una regla común, ni una orden general; sino que cerca de los hospitales o de las iglesias donde establecían sus viviendas en sencillas habitaciones donde podían orar y hacer trabajos manuales, cada comunidad o beguinaje, estaba completa en sí misma, y organizaba sus propia forma de vida con el propósito de orar y servir como Cristo en su pobreza.

Una carta de 1065 menciona la existencia de una institución similar al beguinaje de Vilvoorde en Bélgica. Desde la región de Lieja el movimiento se difundió desde el siglo XII por otros países de Europa como Holanda, Alemania, Francia, Italia, España, Polonia y Austria. Algunos beguinajes, como los de Brujas, Gante y Colonia llegaron a contar con miles de integrantes. El extenso renacimiento religioso que originaron los beguinajes, también trajo sociedades similares para los hombres, los begardos. (Wikipedia).

El origen de su nombre
Sobre el origen de los nombres beguina y begardo hay varias hipótesis: por Lambert le Bègue, sacerdote de Lieja quien habría fundado la asociación; fue crítico de las costumbres del clero, traductor de los Hechos de los Apóstoles y las Epístolas de Pablo, autor de Antigraphum Petri, acusado de herejía, murió en 1180, después de haber fundado una iglesia y claustro para viudas y huérfanos de los cruzados en su pueblo nativo. El apelativo le bègue significaría “el tartamudo”. Otro origen puede ser el que deriva de la palabra beghen en flamenco antiguo, con el sentido de pedir (pedir al orar o tal vez peyorativamente, pese a que en realidad nunca fueron mendicantes). También podría ser por Bega, santo patrón de Nivelles, en donde, según una dudosa tradición, se estableció el primer beguinaje. Otro de sus orígenes podría ser por el hábito de color beige de lana burda, parecido al de los «humillados» de Italia. (Wikipedia).

FOTO 003 Beguinas. Eukleria

Las beguinas más ilustres
Las beguinas más ilustres: vale la pena recordar a María de Oignies, a Lutgarda de Tongeren, a Juliana de Lieja y a Beatriz de Nazaret, autora de Los siete grados del Amor. Se considera que las beguinas, junto con los trovadores y Minnesänger, fundaron la lengua literaria flamenca, francesa y alemana. Participaban en la apertura del saber teológico a los laicos, arrancándolo del latín clerical y vertiéndolo a las lenguas vulgares. La traducción de obras del místico alemán Johannes Eckhart y la divulgación de su propia obra le costó la hoguera a Margarita Porete en 1310.
Autora de El Espejo de las Almas Simples que dice:
Teólogos y otros clérigos / no tendréis el entendimiento / por claro que sea vuestro ingenio / a no ser que procedáis humildemente / y que amor y fe juntas / os hagan superar la razón, / pues son ellas las damas de la casa. (Wikipedia).

Intentaron condenarlas
La condena de Margarita Porete fortaleció a los enemigos de las beguinas y a instancias del Papa Clemente V fueron condenadas por el Concilio de Viena en 1312, que decretó que “su modo de vida debe ser prohibido definitivamente y excluido de la Iglesia de Dios”; pero esta sentencia fue mitigada por Juan XXII en 1321, quien permitió que las beguinas continuaran con su estilo de vida, ya que “habían enmendado sus formas”.
Posteriormente las autoridades eclesiásticas tuvieron frecuentes roces con las beguinas y begardos. Durante el siglo XIV los obispos alemanes y la Santa Inquisición condenaron a los begardos y varias bulas se emitieron para someterlos a la disciplina papal.

El 7 de octubre de 1452 una bula del Papa Nicolás V fomentó el ingreso de las beguinas a la orden Carmelita. Para colmo, Carlos el temerario, duque de Borgoña, decretó en 1470 que gran parte de los bienes de las beguinas pasaran a manos de las carmelitas. De una u otra forma, se presionó a las beguinas a ingresar a una comunidad de monjas o a disolverse. En el siglo XVI la desconfianza en las beguinas creció, pues fue frecuente que se unieran a la Reforma, especialmente al anabaptismo (una de las corrientes existentes dentro del cristianismo). En el siglo XVIII, se tomaron más medidas para frenar a las beguinas. (Wikipedia).

FOTO 004 Beguinaje de Saint – Amandsberg. Gante, Bélgica

MUERE LA ÚLTIMA BEGUINA

En la sección de obituarios de El PAÍS del día 24 de abril de 2013, y escrito por la periodista Alba Tobella, que es la autora, hace referencia a las beguinas, comunidades religiosas de mujeres al servicio de los enfermos que surgieron en Bélgica hacia el siglo XII y tuvieron su máxima expansión en el XIV.

La austeridad, el servicio a los más desfavorecidos y el sentimiento democrático que inspiraba sus reglas sorprenden mucho en una época en que la Iglesia católica desplegaba un poder social demasiado asfixiante. Tanto es así que muchas beguinas murieron víctimas de la Inquisición acusadas de herejía y hasta de brujería.

La semana pasada murió la última de estas mujeres. En Brasil he podido conocer movimientos similares de carácter asistencial, femeninos también, e incardinados en los propios barrios de favelas, muy al estilo de aquellas beguinas.

Está en:

Murió mientras dormía sin saber que cerraba la última puerta de la existencia de las beguinas. La Hermana Marcella Pattyn, fallecida el 14 de abril de 2013 a la edad de 92 años, era la última representante de una de las experiencias de vida femeninas más libres de la historia, según los expertos. En la Edad Media, entre la rigidez de los estamentos religiosos, empezaron a aparecer comunas de estas mujeres que iban por libre, eran democráticas y trabajaban para obtener su propio alimento y hacer labores caritativas. Eran comunidades de mujeres espirituales y laicas, entregadas a Dios, pero independientes de la jerarquía eclesiástica y de los hombres.

Surgieron en un momento de sobrepoblación femenina, cuando dos siglos de guerras habían acabado con una gran proporción de los hombres y los conventos estaban colmados como la alternativa al matrimonio o a la clausura. Corría el siglo XII y las comunidades de beguinas, mujeres de todas las clases sociales, empezaron a extenderse en Flandes, Brabante y Renania. Gracias a las labores que hacían para la comunidad, eran enfermeras para los enfermos y desvalidos y maestras para niñas sin recursos, e incluso fueron responsables de numerosas ceremonias litúrgicas, muchas familias adineradas les dejaban herencia y mujeres ricas se instalaban en beguinajes.

La mayoría de hermanas practicaban algún arte, especialmente la música -Pattyn tocaba el banjo, el órgano y el acordeón-, pero también la pintura y la literatura. Los expertos consideran a poetas como Beatriz de Nazaret, Matilde de Madgeburgo y Margarita Porete precursoras de la poesía mística del siglo XVI, además de las primeras en utilizar las lenguas vulgares para sus versos en lugar del latín.

Vivían en celdas, casas o grupos de viviendas, declaradas patrimonio de la Humanidad por la UNESCO en 1998, y podían abandonarlas en cualquier momento para casarse y formar una familia, pero a nivel espiritual no se casaban con nadie más que con Dios y los más desfavorecidos. También formaban partes de estos grupos mujeres casadas que se identificaban con el deseo de llevar una vida de espiritualidad intensa en los beguinajes de sus ciudades.

Elena Botinas y Julia Cabaleiro definen el movimiento en Las beguinas: libertad en relación como lugar espiritual y pragmático a la vez, que rompe con la diferenciación que la Iglesia imponía entre la oración y la acción: “Un espacio que no es doméstico, ni claustral, ni heterosexual. Es una espacio que las mujeres comparten al margen del sistema de parentesco patriarcal, en el que se ha superado la fragmentación espacial y comunicativa y que se mantiene abierto a la realidad social que las rodea, en la cual y sobre la cual actúan, diluyendo la división secular y jerarquizada entre público y privado y que, por tanto, se convierte en abierto y cerrado a la vez”, explican.

Según la versión más extendida, un grupo de mujeres construyeron el primer beguinaje en 1180 en Lieja (Bélgica), cerca de la parroquia de San Cristóbal y adoptaron el nombre del padre Lambert Le Bègue.

FOTO 005 Beguinas. Eukleria

Otras versiones apuntan a que “beguina” significa, simplemente, rezadora o pedidora (de beggen, en alemán antiguo, rezar o pedir) e incluso, en la versión menos compartida entre los historiadores, a que su existencia se remonta al año 692, cuando santa Begge habría fundado la comunidad.

Tuvieron dos siglos de expansión rápida pero las denuncias de herejía las frenaron cuando la Iglesia empezó a ver que atraían donaciones “que les pertenecían”. Se instalaron en todas las grandes ciudades francesas y alemanas, pero la persecución las hizo volver a recogerse en Bélgica, de donde venían. Pagaron por las libertades que habían adquirido, económica, social y religiosa incluso con la muerte. Marguerite Porete fue quemada viva en 1310. Las acusaban de aturdir a los monjes y de encandilarlos cuando acudían a confesarse a los monasterios vecinos y las trataron como a las únicas mujeres libres de la época: las brujas.

“El movimiento de las beguinas seduce porque propone a las mujeres existir sin ser ni esposa, ni monja, libre de toda dominación masculina”, explica Régine Pernoud en el libro La Virgen y sus santos en la Edad Media. Y así como sedujo a las mujeres, inquietó a los hombres.

Con sus conquistas volvieron a casa. Regresaron a los Países Bajos y Bélgica, aunque resistieron algunos beguinajes alrededor de Europa. La mayor comunidad se recluyó en un gran beguinaje en Cortrique la población del sur belga donde murió Marcella Pattyn la semana pasada. Después de que su modo de vida sin reglas y sin amos hubiera enfurecido a los garantes del orden, renunciaron a cierto radicalismo y optaron por convivir con la Iglesia para asegurarse la subsistencia, durante siglos, hasta morir hoy en silencio. (EL PAÍS).

Mujeres libres en un mundo de hombres

“El movimiento de las beguinas es uno de los movimientos más interesantes y más curiosos que se han dado en la historia de la espiritualidad occidental. Las beguinas eran, generalmente, mujeres de la clase alta, o de clase media alta. En un momento en que se empieza a derrumbar el sistema tan estructurado de la iglesia y del mundo feudal aparece el deseo de una cierta libertad interior, libertad de conciencia, que cada persona se exprese por sí misma”.

“Las beguinas quisieron ser espirituales pero no religiosas, quisieron vivir entre mujeres pero no ser monjas ni canonesas, quisieron rezar y trabajar pero no en un monasterio, quisieron ser fieles a sí mismas pero sin votos, quisieron ser cristianas pero ni en la Iglesia constituida ni, tampoco, en la herejía”. (María Milagros Rivera).

No se casaron, pero tampoco hacían votos de castidad. Jamás estuvieron subordinadas a los hombres, ni como esposos ni como guías espirituales. Vivieron de sus rentas, si las tenían, y de su trabajo en la industria, la artesanía textil, la enfermería, el copiado de manuscritos, la enseñanza de las niñas y la asistencia a personas moribundas entre otras tareas.
Estas mujeres se caracterizan por una sólida formación cultural y teológica, unida a una experiencia mística personal profunda, con frecuencia, con experiencias visionarias. Una vida de radical austeridad y libertad de espíritu. (Eukleria).

IMÁGENES: Les Béguines de la ville de Goes, Hollande, à l'office de Cecil Jay.

Beguinaje de Saint-Amandsberg (Gante, Bélgica) © OUR PLACE The World Heritage Collection UNESCO

Fotografías de Internet

AGRADECIMIENTOS
EL PAÍS
Alba Tobella
Gloria Arbonés

BIBLIOGRAFÍA
Epiney-Burgard, Georgette & Zum Brunn, Emile (1998). Mujeres trovadoras de Dios. Una tradición silenciada de la Europa medieval. Barcelona: Paidós. ISBN 978-84-493-0485-9.
Hadewijch de Amberes (1999). El lenguaje del deseo. Madrid: Editorial Trotta. ISBN 978-84-8164-357-2.
Porete, Margarita (2005). El Espejo de las Almas Simples. Madrid: Ediciones Siruela. ISBN 978-84-7844-915-6.
(1995). El Espejo de las Almas Simples. Hermana Katrei. Barcelona: Icaria Editorial. ISBN 978-84-7426-242-1.
Sanz González, Ana Isabel (2002). Mujeres en la Edad Media: las raíces de la libertad. Madrid: Sociedad de Nuevos Autores. ISBN 978-84-932821-9-6
EL PAÍS. 24 de abril de 2013:

Dolors Sanahuja. Les Deodates de Santa María de Sales. Una petita Comunitat Medieval de Dones. (Las Deodatas de Santa María de Sales. Una pequeña comunidad medieval de mujeres). En Acta historica et archaeologica Medievalia. Departament d’História Medieval. Universitat de Barcelona. Barcelona 1992

Historia de la Enfermería. M. Patricia Donahue (Profesora adjunta del College of Nursing. The University of Iowa. Iowa City. EE. UU. Ediciones Harcourt. B-24.474-99

(Eukleria).

Un cajón revuelto. Gloria Arbonés

FOTO 006 Beguinato en Brujas, Bélgica

COLABORADORES:
Raúl Expósito González
Enfermero. Servicio de Salud de Castilla – La Mancha. Ciudad Real. Experto en Barberos, Ministrantes y Sangradores

Jesús Rubio Pilarte
Enfermero y sociólogo. Profesor de la E. U. de Enfermería de Donostia. EHU/UPV
Miembro no numerario de La RSBAP

Manuel Solórzano Sánchez
Enfermero Hospital Universitario Donostia de San Sebastián. Osakidetza /SVS
M. Red Iberoamericana de Historia de la Enfermería
Miembro no numerario de La RSBAP



domingo, 5 de mayo de 2013

LOS JERÓNIMOS Y LOS HOSPITALES DE GUADALUPE



Autores: María Luz Fika Hernando; María del Carmen Fernández Diez; Nerea Fika González; Blanca Fernández Vallhonrat; José Bravo Martínez y Juan Manuel Martín Ferrer.

María Luz Fika es Enfermera, funcionaria de carrera y profesora en la Facultad de Ciencias de la Salud de la Universidad de Las Palmas de Gran Canaria. Sus líneas de investigación son: alimentación y nutrición comunitaria, educación en enfermería e Historia de la sanidad. En su currículum destacan multitud de trabajos, publicaciones, seminarios, jornadas y congresos a los que ha asistido. Correo: mfica@denf.ulpgc.es

Otras publicaciones:
Historia del Hospital – Hospicio Municipal del Sagrado Corazón de Jesús, de la anteiglesia de Getxo. Publicado el día jueves 28 de julio de 2011

Curanderos, Sanadores y Santiguadoras en Lanzarote entre el siglo XVI Y XIX. Publicado el domingo día 26 de junio de 2011

Foto 001 Escudo cardenalicio de la Iglesia de San Jerónimo el Real en Madrid. Escudo de la Orden de San Jerónimo

Introducción
La Orden de San Jerónimo es una orden religiosa católica de clausura monástica y de orientación contemplativa que surgió en el siglo XIV.

Siguiendo el espíritu de San Jerónimo, un grupo de ermitaños castellanos encabezados por Pedro Fernández Pecha y Fernando Yáñez Figueroa decidieron adherirse a una vida cenobítica y la orden, sujeta a la Regla de San Agustín, fue aprobada en el año 1373 por el Papa Gregorio XI que residía en Aviñón, en ese momento. Se trata de una orden religiosa exclusivamente hispánica, puesto que sólo se implantó en España y Portugal, estando muy vinculada a las monarquías reinantes en ambos países.

Foto 002 San Jerónimo presenta la regla. Monjes Jerónimos

Los Jerónimos ofrecían a los romeros pobres aposento y comida gratis durante tres días, un par de zapatos, servicios sanitarios y algo de pan y vino para el camino de regreso. Hecho que explica la ampliación y reforma de sus hospitales en diversas ocasiones. Los monasterios también se ocupaban del alojamiento de los reyes, caballeros, personas de “honra”, frailes y monjas; siendo el portero el encargado de la organización del hospedaje.

La llegada de la Orden a Guadalupe (Provincia de Cáceres) se produce el 22 de octubre de 1389, estableciéndose la primera comunidad, con 32 monjes llegados de Lupiana (Guadalajara). El desarrollo de la puebla de Guadalupe estuvo vinculado a las actividades del monasterio, consistentes en bordaduría, escribanía de códices y otras, durante la mañana. La tarde era dedicada a la oración personal y al estudio. Entre los trabajos destaca de una forma especial “la atención sanitaria a los enfermos y peregrinos” que vivían en la población o en sus alrededores. Estas labores asistenciales institucionalizadas absorbieron gran parte del gasto social del monasterio, dedicando el resto al hospedaje de los peregrinos y a la ayuda de las familias más necesitadas de la puebla1.

FOTO 003 Real Monasterio de Santa María Guadalupe. Guadalupe, Cáceres

Hospitales y actividad sanitaria en Guadalupe
La existencia de los primeros hospitales de los que tenemos noticia tuvo como finalidad albergar a la gran cantidad de peregrinos que acudían al santuario a principios del siglo XIV. Durante los primeros años del priorato regular sólo hubo un hospital: el Hospital General o de San Juan Bautista, mandado edificar por Yáñez en 1402, situado enfrente del monasterio y ocupando el terreno que en la actualidad pertenece a viviendas particulares y al Parador de Turismo.

Constaba, este hospital, de 80 camas, a las que tenían derecho los habitantes del lugar, excepto aquellos que padeciesen alguna enfermedad crónica. La distribución se organizaba en torno a dos claustros. En uno de ellos existían cuatro salas. La primera destinada a los colegiales, capellanes y donados. La segunda, para los heridos. La tercera para enfermos de calenturas y la cuarta para el cuidado de las enfermedades más graves. El otro claustro se dedicaba al tratamiento de las enfermedades contagiosas, entre las que el “mal francés” (sífilis) ocupaba un lugar destacado.

FOTO 4 Actual hospedería del Real Monasterio de Guadalupe. Guadalupe, Cáceres

Posteriormente se edificó el Hospital de mujeres, erigido con la condición de que fuese siempre utilizado para el fin con que se concibió, siendo ocupado desde su origen por mujeres y atendidas también por mujeres, conocidas en la época como beatas. El Hospital de la Pasión de las bubas se fundó el 31 de diciembre de 1498, con el fin de separar del Hospital de San Juan a los enfermos sifilíticos.

En el Hospital de San Juan se practicó por primera vez en España, con autoridad pontificia concedida por el Papa Eugenio IV en 1442, la cirugía y disección por parte de los cirujanos frailes y seglares.

Las labores de asistencia hospitalaria contaron con un complemento fundamental, como era la Farmacopea, cuyo centro principal se hallaba en la botica del monasterio. Esta famosa droguería quedó instalada en 1502, con gran variedad de utensilios, muchos de ellos de plata, lo que nos hace pensar en la cantidad de medios y/o el poder de que llegó a gozar la orden jerónima, en concreto la comunidad de Guadalupe en este período2.

En lo referente a las prácticas sanitarias efectuadas en los mencionados hospitales, las fuentes son escasas, aunque en el “Cuaderno de Mayordomía” del “Libro de Oficios” se declara cuales han de ser las características de un buen hospital: tener buena cama y buena mesa, limpieza, buen ministro y servidores caritativos, así como un buen físico (médico) que conozca a los pacientes.

La práctica tanto de la medicina como de la cirugía, prohibida para los religiosos en varios decretos conciliares, fue permitida para los monjes de Guadalupe al no existir médicos laicos en la puebla en los comienzos de su existencia. Los instrumentos utilizados quedan reflejados en los “Libros de Oficios”, en el apartado de cirugía, consistiendo fundamentalmente en jeringas, ventosas, cauterios, cauterios para muelas, trépanos, cuchillos, tenazas para extraer saetas, martillos y gatillos para extirpar muelas, sierras pequeñas para cortar huesos, aguja para suturar o ungüentos para las bubas, entre otros.

Foto 005 Portada del libro Historia de la Orden de San Jerónimo 1907

Las jeringas se utilizaban, principalmente, para la aplicación de las “ayudas” (enemas). Los emplastos se preparaban en la botica del monasterio. Las ventosas constituían las “técnicas depurativas” y se aplicaban en diferentes partes del cuerpo. Las tenazas para la extracción de saetas se explican por la riqueza cinegética de la zona. La gran cantidad de utensilios dedicados a las piezas dentales nos dan una idea de la especialización que poseían en esta área. Los trépanos, suponemos eran utilizados en el cráneo. Las sierras nos indican la práctica de amputaciones. Las agujas para suturar nos hacen pensar que los monjes estaban abiertos a todas las prácticas novedosas, como el “cierre por primera intención” de una herida, siendo innovadores en esta técnica.

Una mención especial corresponde al apartado del tratamiento de la sífilis, cuyos enfermos eran atendidos desde 1498 en una sala especial dentro del Hospital de San Juan Bautista y posteriormente en el Hospital de la Pasión. El personal sanitario de la “enfermería de las bubas” estaba compuesto por un boticario entendido en cirugía, dos enfermeros para las calenturas y otros dos para las heridas. El tratamiento que aplicaban, según Francisco de Arceo, consistía en fumigaciones, sudoríferos y unciones mercuriales. Aplicándose estas últimas de abril a mayo por dos de los enfermeros.

Foto 006 María Luz Fika Hernando en una clase sobre nutrición

La documentación encontrada en el “oficio de cirugía” informa sobre otra novedosa actividad: la formación de los futuros médicos, la cual se basaba, fundamentalmente, en autores árabes (Avicena, Averroes, Ali Abbas) y europeos como Guy de Chauliac y Lanfranco de Milán. Lo que nos hace pensar el alto grado de actualización, tanto en tratamientos como en técnicas, que reinaba en el monasterio. Por último, no debemos olvidar la asistencia practicada en los domicilios de la puebla, como “uroscopias” (análisis de orina) que se efectuaban en el monasterio, prescripción de medicamentos, etc3.

La calidad de los servicios sanitarios formó parte de la estrategia de atracción de peregrinos de los jerónimos, constituyendo médicos y cirujanos de Guadalupe una pieza clave en algunas de las curaciones “milagrosas de Nuestra Señora”.

BIBLIOGRAFÍA
1.- DE SIGÜENZA Fray JOSÉ (2000): Historia de la Orden de San Jerónimo. Madrid, 2 tomos (1600-1605) (1907-1909) Valladolid.
2.- BEAUJOUAN, G. (1965): La medicina y la cirugía en el monasterio de Guadalupe. Asclepio XVII, Madrid.
3.- DE ARANA AMURRIO, J.I. (1990): Medicina en Guadalupe. Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. Alicante.

AGRADECIMIENTOS
María Luz Fika Hernando
María del Carmen Fernández Diez
Nerea Fika González
Blanca Fernández Vallhonrat
José Bravo Martínez
Juan Manuel Martín Ferrer

COLABORADORES:
Raúl Expósito González
Enfermero. Servicio de Salud de Castilla – La Mancha. Ciudad Real. Experto en Barberos, Ministrantes y Sangradores

Jesús Rubio Pilarte
Enfermero y sociólogo. Profesor de la E. U. de Enfermería de Donostia. EHU/UPV
Miembro no numerario de La RSBAP

Manuel Solórzano Sánchez
Enfermero Hospital Universitario Donostia de San Sebastián. Osakidetza /SVS
M. Red Iberoamericana de Historia de la Enfermería
Miembro no numerario de La RSBAP